
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
DEVER CUMPRIDO

sábado, 21 de novembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
...agora come!
Essa saiu do título, que surgiu de uma epifania que tive enquanto caminhava pelas ruas de Barão Gerlado, voltando da UNICAMP para casa.
"Não-dedico" – e nem, muito menos, recomendo – a moralistas, evangélicos e sobretudo àqueles que acabram de comer.
Quanto ao restante, desejo apenas uma boa leitura. Com vocês,
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agora come...
Não lembro quando tudo isso começou. Tudo que me vem à cabeça são flashes do passado. Flashes esporádicos de muito tempo atrás, mas que vão ficando mais assíduos gradualmente.
Lembro-me particularmente bem de um episódio, dos tempos de criança, quando precisava fazer uns exames de sangue e, nas semanas seguintes, ficar tomando uns remédios horríveis. Foi numa dessas que isso aconteceu.
Amolecida pela minha situação de misericórdia, a governanta ofereceu-me se não queria pedir algum prato diferente, talvez para esquecer o amargor do remédio. Pedi sushi. Mas era sashimi o que eu queria na verdade. Como toda criança, curioso.
A manhã estava chuvosa. A bem da verdade tava caindo uma tempestade. Mas, sempre inabalável, Cleide saiu com guarda-chuva e sua bolsa atrás de sashimi para mim.
Uma hora depois, lá estava eu, sentado à mesa, e o meu sashimi, me encarando do prato. Já estava me questionando se tinha sido uma boa idéia quando deu o horário do almoço. Aí, Cleide apareceu com as duas tampinhas cheias daqueles dois líquidos do inferno.
Como sempre, o remédio tava péssimo. O sashimi era pior ainda, dava vontade de vomitar. Cleide havia saído no meio do dilúvio para ir buscar aquele troço pra mim. Mas, dava vontade de vomitar. Olhei para ela com cara de dó, mas acho que seus sapatos encharcados falaram mais alto.
-É muito ruim, não quero! E agora?
-Já comprei, agora come!
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Com relação à segunda recordação, tive que ser bem mais seletivo com os fatos. Estava no Animal Kingdon andando com o Rafa, resolvi comprar uma turkey leg. É algo bem pitoresco de se ver, quis experimentar.
Comprei.
Experimentei.
Muito bom o sabor. Delícia. Mas o problema veio depois da 182ª mordida, quando minha refeição começou a ficar um pouquinho indigesta. Eu tava acabando ...de chegar na metade!
Em seguida a Lari apareceu com um sorriso lindo, me olhando e se divertindo com a minha situação. Eu tava pra explodir, desesperado. Agonizado, olhei pra ela suplicando ajuda, antes de ela sair deleitando-se da minha aflição:
- E agora?
- Agora come!
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Muito tempo depois, para cumprir o ciclo, a história se repetiu. Tinha pegado uma sueca linda na festa da noite anterior. Cabelos louros sedosos e um belo par de olhos verdes. Corpo atlético, muito bem definido e dotado de curvas sinuosas. Não me lembrava muito bem da ação, talvez embriagados tenhamos empacotado ali mesmo.
Acordei amassado naquele quarto de hotel, preparado para finalmente beijar minha princesa. Não sei, dizem que uma desgraça nunca vem sozinha: ou ela havia quebrado o recorde mundial de 'engordamento' em menor período de tempo (da noite pro dia!) ou eu estivera um pouquinho bêbado na noite anterior.
Grande musa (mais “grande” do que “musa”...), cabelo oxigenado medonho e um certo par de olhos vesgos. Gordona, esperava por mim. Deitada na cama, mórbida, de pernas abertas...
E agora?...
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Revolução Sonolenta

Certo, são duas coisas obvias e fáceis de serem feitas na teoria, mas na prática... quase impossível.Uma vez eu escutei um frase interessante ''o ser humano é o único animal que dorme sem estar com sono, e acorda quando ainda está cansado".
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O Gostinho da Vingança

quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Aula de Geologia
NAPOLEÃO!
Blá blá blá
blá "blá" blá
Blá blá (blá)
blá blá blá
whiskas sachê
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Uma Odisséia Urbana
Tudo o que você desejava era um drink tropical, acompanhado de uma prostituta morena e disciplinada, com aquele bom e velho sotaque caribeño. A ganância, entretanto, ludibriou-te e foragiu-te. Hoje, não tens mais aquela imponente e bela mansão a beira-mar. Tens este esquizofrênico companheiro de cela.
Aquela cantora negra pegou um isqueiro e acendeu o fogo na tua unha, a dor foi insuportável. Quando o fogo cessou, porém, a dor permaneceu. Não consegues esquecer a humilhação pela qual passou. O sofrimento virou teu nome do meio.
Querias comprar uma capa preta, para esconder tua vergonha e cobrir o rosto, mas a última da loja havia sido vendida para um indigente.
Agora você está na praça da Sé, lembrando momentos de teu pretérito asqueroso. O céu está nublado, mas não vai chover. Não enquanto você estiver aí: A chuva se recusa a cair e lavar teus erros.
Então, Marcos lembrou-se de Moçambique, gostaria de voltar para rever a família, mas não tinha dinheiro para a passagem. Lágrimas vagas escorriam de seu olhar perdido.
A infelicidade tomava conta do caráter de Marcos que era constantemente rejeitado pela alegre e impetuosa sociedade. Velhos orelhões indicavam o vandalismo presente em certas regiões de cidade grande.
Um templo tailandês era outro aviso de que teu prestígio havia feito as malas e fugido com o vizinho. Você estava só, patético e chifrado.
Ora pois, sua situação era muito ruim, mas ficou pior quando o carcereiro descobriu que a mulher o traía. A partir desta célebre ocasião, passaste a apanhar diariamente.
Apesar de ler alguns livros, você não sabia nada. Tudo ainda ficou muito pior depois de descobrirem aquela suástica tatuada nas suas costas. “Jogos são apenas jogos” era o que repetia teu pai, em vão. Outros peões de obra assobiavam e ofendiam gostosas mulheres que desfilavam em frente àquela construção.
2º ato
Tudo o que você fez foi perder. Perdeste o barco, a casa, a mãe e a dignidade. Não obstante, continuou a humilhar o sobrenome.
Consuelo, a gorda mexicana que cuidava da casa e cozinhava como uma deusa, sentiu-se desapontada.
Guadalupe, a morena prostituta que satisfazia suas fantasias suínas, tentou fugir com o conversível e o segurança.
Jorge, o segurança mulato, teve de procurar novo emprego e ganhou a vida como ator pornô.
Sua Velha Mãe, aquela senhora respeitável, foi morar com seu irmão, aquele ator bonvivan de sucesso e dentes brancos.
A barba de bêbado te conferia um ar profundamente derrotado e patético. Sem mais chances ou alternativas, havia lhe restado apenas uma saída.
Aquele revolver imundo já estava enferrujado. Pelos teus cálculos apelativos e desesperados resolveria tudo em questão de segundos.
Com o cano gelado tocando a língua e os lábios, apertou fundo os olhos e o gatilho. Algo deu errado, não havia mais bala. Lembrou-te que a havias perdido noutra aposta, não havia mais bala...
Desta vez poderia ter dado certo, mas fracassou.
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