
de novo...
porra!
já não dói mais xP
Depois escrevo algum texto masoquista pra acompanhar a figura,
agora é færias na veia (até o dia do exame...)
bjs

Estava folheando, ou melhor, “cadernando” o jornal, escolhendo alguma coisa para ler no banheiro quando fui atingido em cheio por uma manchete boa. Sim, caros amigos, uma coisa boa!
No caderno de automóveis, a manchete “este ‘avião’ será fabricado em São Paulo”. Só não caí da cadeira porque eu estava de pé. Trata-se de um superesportivo (sim, tipo uma Lamborghini) que será fabricado em território nacional. Que tesão!

Esta verdadeira obra-prima será desenvolvida pela empresa Amoritz GT e terá seu preço no entorno dos 2 milhões de reais. O motor vem dos EUA, um V10 de Dodge Viper modificado para rodar com álcool e acrescido de dois turbos para render uma potência ideal (de pelo menos 840cv).
O câmbio também virá dos EUA e os freios, da Itália. Afora, produção 100% verde e amarela. Este é justamente o tipo de notícia que quero ler. Que dá orgulho de ser brasileiro!
Hoje é isso. Não só comemos rápido, mas vivemos rápido. O mundo é muito dinâmico. O mundo não pára. O mundo não dorme. Levamos nossos corpos ao extremo da capacidade humana. Tudo isso a troco de quê?
Num mundo capitalista onde tempo é dinheiro, vivemos com pressa. Mas, pressa de quê? Tudo se transformou numa corrida sem sentido rumo ao túmulo.
Durante uma aula de introdução à economia meu professor nos apresentou um novo conceito, chamado de slow food e, mais além, slow life. Nada mais coerente. A mim, isso representa a redenção. Representa a volta do ser humano a suas raízes naturais. Saudáveis.
Como alguns amigos já ficaram sabendo, esta semana, que para mim seria uma semana de descanso, transformou-se no meu pior pesadelo. Foi como se uma descarga de problemas tivesse inundado a minha existência, como um tsunami, implacável, que invade a praia destruindo tudo por onde passa.
Um caos.
Espertos são os baianos. Tranqüilos, com sua cultura discretamente superior. Que saudades do sossego! Retornando ao princípio, à “comida rapidinha” e aproveitando o gancho regional, fast food no nordeste é "fésti fódi". Nada mais justo:
ti fódi o estômago,
ti fódi o intestino,
ti fódi o colesterol...
Todo esse tempo supostamente ganho nos vai ser debitado da expectativa de vida lá na frente. That’s all, folks! Espero que nos lembremos disso, nas estressantes faculdades da vida ou entre mordidas de hambúrguer...