Mostrando postagens com marcador gripe suína. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gripe suína. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sobre Porcos


Na foto, William Randolph Hearst

Mas talvez vocês se perguntem o que este parcial-ídolo meu tem a ver com porcos. Vale gastar algumas linhas explicando, antes, quem ele é e o que ele fez.

Bill H. foi um magnata da comunicação nos EUA, nascido em 1863 e “falecido” em 1951. Era o dono de uma empresa, a Hearst Corporation, que chegou a possuir muitos jornais, muitas revistas, muitas cadeias de radio e uma produtora de cinema. Ou seja, era um dos homens mais influentes e poderosos de seu país na época.

Feitos notáveis de Bill H. abrangem o pioneirismo na dita “mídia marrom”, a difamação e proibição da Mary Jane por motivos de o cânhamo ser mais barato que sua madeira na produção de papel, e a construção de um castelo – seu sonho – na California. Um currículo invejável!

É possível afirmar que foi sobre a vida de Bill o filme Cidadão Kane (1941, se não me falha a memória), embora o diretor Orson Welles negasse esportivamente.

Pois bem, pai da imprensa marrom, toca nos assuntos que realmente interessam. Estamos vivendo a “ditadura dos porquinhos”. Aterrorizados por causa da suposta pandemia de gripe, deixamos de sair de casa, mudamos nossos hábitos, etecétera. Porém, quem já se aprofundou nas raízes e – principalmente – na veracidade dos fatos?

Nesta parte da história entra um novo personagem, o sr. Donald Rumsfield, que presidiu a empresa farmacêutica Gilead Sciences de 1988 até 2001, quando saiu para ser ministro da defesa do governo de Bush. Então, firmaram-se acordos entre a empresa estadunidense e a suíça Roche. Verbas foram destinadas para a produção massiva de medicamentos contra a gripe, na época em que ainda se falava em gripe aviária.



Ora, se a gripe aviária bateu asas e voou, quanto falta para a gripe suína virar pernil de natal?

Mas claro, a melhor alternativa provavelmente é esperar velhas raposas ganharem alguns trocados com a venda de antigripais para alguns cidadãos desinformados. Por que não? Talvez elas também sonhem em construir um castelo...