O ministério da saúde adverte: ler a parte 2 sem ter lido previamente a parte 1 pode causar câncer, impotência sexual, perda de memória, perda de memória, queda de pêlos pubianos, enfim...
Sem mais, a parte 2:
A pobre senhora, fazia figas com os dedos das mãos e dos pés, rezando para que a filha não estivesse fumando. Aparentemente as superstições deram certo, pois não a encontrou com cigarros. No entanto, a encontrou coabitando com um garoto. Empalideceu na hora, deixando o controle remoto cair e se desfalecer sobre o piso de taco antiqüíssimo.
O baque chamou a atenção das visitas, que olharam para o controle remoto espatifado no chão. Foram subindo o olhar pelo corpo nada interessante de Margaret, até chegarem na TV.
Bernardo riu-se na cozinha e foi ver o que estarrecia a todos. Perdeu a fala ao ver as imagens de sua filha tendo relações amorosas numa tela widescreen de 42 polegadas. Em seguida perdeu o fôlego e a reação.
O casal estava passando pela maior humilhação de suas vidas na frente das visitas, que assistiam consternadas à pornochanchada.
Margaret transtornada soltou um grito estridente ao marido, pedindo que fizesse algo. Bernardo, já rubro, saiu a passos de gigante rumo ao quarto da garota. A mulher foi por outro lado.
O operário enfurecido esmurrava a porta do quarto da filha soltando fogo pelas ventas e praguejando a tudo e a todos. Com um chute sólido, capaz de arrombar um cofre, destruiu a porta do cômodo, surpreendendo ambos na tentativa pífia de se vestir.
Quando entrou, foi como se o tempo tivesse parado. Parecia que tudo havia se transformado em gelatina laranja. As paredes se faziam movimentos ondulatórios, o quarto havia sido inundado por sensações fortes.
Júlia estava assustada até a alma, suas lágrimas tinham medo de sair do olho e escorrer pela face. O coração do garoto estava mais eufórico que desfile de escola de samba. O pai, não conseguindo acreditar no que via, estava em vias de sofrer um desmaio.
Olhares. Olhares eram tudo o que havia naquele quarto. O silêncio foi cortado pelos brados de Bernardão, que clamou pela esposa. Praguejou-a, por ter sumido num momento daqueles.
terça-feira, 14 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
"se chamarem diga que eu saí"
Pelo que notei, falta um post meu aqui. Uma pena que não começarei com um texto criativo, bem planejado e que os prenda, caros leitores, à leitura. hahahaha, que citação mais formal ¬¬.
Bom, escrevo apenas para avisar que, se demorei para postar, demorarei mais ainda para retornar a fazê-lo. Ocorre que uma cidadezinha pacata, localizada na divisa de Alagoas com a Bahia me aguarda... Delmiro Gouveia, aí vou eu!
Bom, escrevo apenas para avisar que, se demorei para postar, demorarei mais ainda para retornar a fazê-lo. Ocorre que uma cidadezinha pacata, localizada na divisa de Alagoas com a Bahia me aguarda... Delmiro Gouveia, aí vou eu!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Sobre Câmeras (parte 1)
As idéias de Julia a estavam assustando. A jovem não tinha mais controle sobre o que acontecia em sua mente. Estava ficando paranóica, mas tinha consciência plena disso. Sabia que seus temores estavam ficando cada vez mais exagerados, no entanto, ao invés de alertar alguém ou pedir ajuda, ela escrevia seus pensamentos em folhas, que não mostrava para ninguém.
Em não mais de uma semana após escrever algo, a menina queimava os papéis. Estes rituais estavam deixando suas roupas com um certo cheiro de fumaça, que levou a mãe da garota a crer que ela estava fumando.
Desconfiada, Margaret resolveu colocar uma câmera no quarto da jovem. Esperou, no dia seguinte, o horário de Júlia ir para a escola e entrou no cômodo. Era sombrio e nefasto. A decoração de menina havia sido substituída por pôsteres de bandas góticas, bem como a aparência, que agora era a de um castelo medieval.
Margaret era uma republicana conservadora e inveterada. Uns poucos cabelos grisalhos denotavam sua seriedade e sua experiência de vida. A mulher andava sempre usando vestidos, geralmente veludo cor-de-vinho. Seu apreço pelos “bons costumes” e todo o tradicionalismo que a cercava ao longo da vida justificam o pequeno delito.
Não enxergava seu ato como transgressão à privacidade de Júlia, mas como uma medida precavida de uma mãe preocupada. Pegou uma furadeira e criou quatro orifícios na parede gelada. Com parafusos e uma chave Philips fixou o objeto eletrônico em uma posição estratégica. Do lugar onde a câmera estava, era possível ter uma vista privilegiada do quarto sem correr o risco de ser percebida pela jovem.
Em seguida buscou um aspirador de pó, que só ligou após ter fechado a porta do dormitório da garota. Sabia que a jovem, ou tampouco o marido, chegariam naquele horário do dia, entretanto não se via confortável correndo qualquer risco. Era muito meticulosa no que fazia.
Deixou o quarto impecável, tirou suas digitais de tudo em que havia tocado e saiu para jogar fora a caixa do eletrônico.
À tarde chegou a filha, que ficou na sala até à noite, quando chegou o marido. Bernardo era um homem de quarenta e tantos anos, chegava em casa com um macacão sujo de graxa. Era um operário. Foi tomar um banho pois naquela noite especial receberiam visitas.
Os convidados eram o casal Bartolomeu e Jatira. Bartolomeu era um homem de estatura média-baixa, um tanto gordo e parcialmente calvo. Jatira era esguia, pescoçuda, mais reta que uma tábua-de-passar e dominada por rugas.
Os quatro adultos, já na meia-idade, conversavam coisas inúteis e chatas enquanto bebiam um chá sem açúcar suficiente e comiam bolachas maisena murchas.
Margaret notou que não via a filha já havia algum tempo. Preocupada com o que a jovem poderia estar fazendo, resolveu ligar a televisão. Apesar das condições da família, a TV havia sido uma “extravagância”, como Bernardo se orgulhava de dizer. Haviam comprado um televisor usado de plasma de 42 polegadas, era a “menina-dos-olhos” daquela residência, para não dizer daquele quarteirão, ou mesmo, de todo o bairro.
A mãe, inquieta, pegou o controle remoto, que ainda não sabia operar com muita prática e foi virando os canais. Após rodar três vezes por todos os canais existentes (e alguns inexistentes) a velha percebeu que estava fazendo alguma coisa errada. Forçou seus neurônios até conseguir se lembrar que deveria clicar em “AV”.
Em não mais de uma semana após escrever algo, a menina queimava os papéis. Estes rituais estavam deixando suas roupas com um certo cheiro de fumaça, que levou a mãe da garota a crer que ela estava fumando.
Desconfiada, Margaret resolveu colocar uma câmera no quarto da jovem. Esperou, no dia seguinte, o horário de Júlia ir para a escola e entrou no cômodo. Era sombrio e nefasto. A decoração de menina havia sido substituída por pôsteres de bandas góticas, bem como a aparência, que agora era a de um castelo medieval.
Margaret era uma republicana conservadora e inveterada. Uns poucos cabelos grisalhos denotavam sua seriedade e sua experiência de vida. A mulher andava sempre usando vestidos, geralmente veludo cor-de-vinho. Seu apreço pelos “bons costumes” e todo o tradicionalismo que a cercava ao longo da vida justificam o pequeno delito.
Não enxergava seu ato como transgressão à privacidade de Júlia, mas como uma medida precavida de uma mãe preocupada. Pegou uma furadeira e criou quatro orifícios na parede gelada. Com parafusos e uma chave Philips fixou o objeto eletrônico em uma posição estratégica. Do lugar onde a câmera estava, era possível ter uma vista privilegiada do quarto sem correr o risco de ser percebida pela jovem.
Em seguida buscou um aspirador de pó, que só ligou após ter fechado a porta do dormitório da garota. Sabia que a jovem, ou tampouco o marido, chegariam naquele horário do dia, entretanto não se via confortável correndo qualquer risco. Era muito meticulosa no que fazia.
Deixou o quarto impecável, tirou suas digitais de tudo em que havia tocado e saiu para jogar fora a caixa do eletrônico.
À tarde chegou a filha, que ficou na sala até à noite, quando chegou o marido. Bernardo era um homem de quarenta e tantos anos, chegava em casa com um macacão sujo de graxa. Era um operário. Foi tomar um banho pois naquela noite especial receberiam visitas.
Os convidados eram o casal Bartolomeu e Jatira. Bartolomeu era um homem de estatura média-baixa, um tanto gordo e parcialmente calvo. Jatira era esguia, pescoçuda, mais reta que uma tábua-de-passar e dominada por rugas.
Os quatro adultos, já na meia-idade, conversavam coisas inúteis e chatas enquanto bebiam um chá sem açúcar suficiente e comiam bolachas maisena murchas.
Margaret notou que não via a filha já havia algum tempo. Preocupada com o que a jovem poderia estar fazendo, resolveu ligar a televisão. Apesar das condições da família, a TV havia sido uma “extravagância”, como Bernardo se orgulhava de dizer. Haviam comprado um televisor usado de plasma de 42 polegadas, era a “menina-dos-olhos” daquela residência, para não dizer daquele quarteirão, ou mesmo, de todo o bairro.
A mãe, inquieta, pegou o controle remoto, que ainda não sabia operar com muita prática e foi virando os canais. Após rodar três vezes por todos os canais existentes (e alguns inexistentes) a velha percebeu que estava fazendo alguma coisa errada. Forçou seus neurônios até conseguir se lembrar que deveria clicar em “AV”.
domingo, 28 de junho de 2009
They don't care about us

Michael Jackson passou do ser mais polêmico e criticado ao mais novo bem-amado da música, em apenas um dia. Não é de se espantar que a vida de Michael tenha sido extremamente discutida todos esses anos. Afinal, foi uma vida marcada por dinheiro, talento, cirurgias, polêmicas, Neverland, acusações de pedofilia e tudo mais que se possa imaginar. Mas e dai? Ele clareou a pele. Vitiligo, racismo ou traumas de infância? Que diferença isso faz na vida de um cidadão brasileiro que levanta todo dia às 5 horas da manhã pra abrir seu açougue? Ou pra um estudante, um funcionário da Promotoria da Justiça ou uma dançarina de axé? Que diferença isso faz, minha gente? A morte é ridícula! Nesse exato momento se você ligar a televisão (péssima escolha) vai se deparar com tudo quanto é fofoca e jornalismo sensacionalista. As especulações sobre a morte de Michael Jackson vão de overdose ao suicídio. Manchetes informam em letras garrafais o valor da dívida que ele deixou nesta terra (e eu com isso?). Nota-se aí, explícita e escancarada, a falta de compromisso com a verdade, a moral e a ética que, infelizmente, acometem alguns meios jornalísticos (se é que podem ser chamados assim). Espero não ser famosa quando morrer. Minha orelha arderia no túmulo.
O mais engraçado é que, de uma hora pra outra, Michael é amado e querido por todos. E todos conhecem a fundo a vida dele. Os bordões são os mais variados possíveis:
"Coitado. Era tão jovem... Teve uma infância sofrida."
- Minha mãe
"Também, com tanta cirurgia e química no corpo..."
- Cabeleireira da esquina
"Nossa! eu adoooooooro ele. Até coloquei o nome dele no meu filho."
- Mãe de Maicon Jecsom dos Santos
Sob meu humano e limitado ponto de vista, escolho não opinar sobre a boa ou má reputação de Michael Jackson. Prefiro ouvir suas músicas e dançar Thriller.
Mas uma coisa é certa: todo mundo vira santo depois que morre.
Termino esse post dizendo o que já disse. A morte é ridícula. Mas nós somos mais.
sábado, 27 de junho de 2009
Sobre seringas
Após uma longa e produtiva viagem à Eslovênia, senti bons ares de inspiração para produzir aquilo que viria ser... um texto.
Poderia intitulá-lo “minhas férias”, tendo em vista que viajei a negócios. No entanto, preferi narrar uma parte mais “alternativa” de minha visita ao país dos sonhos. Estou me referindo, aqui, ao pequeno “desvio”, ocasionado por um imprevisto obscuro e nefasto, que me levou a conhecer um outro lado do país esloveno.
Ocorreu que, no terceiro dia – aquele que precede o quarto – nas dependências do hotel que hospitaleiramente me hospedou, acolheu e abrigou, fui surpreendido por uma enfermidade, que me acometeu.
Como todo terráqueo adoecido, acabei indo parar num hospital. Pelos deuses... As instalações clínicas da Eslovênia, como são encorpadas, saudáveis, simpáticas... looooiras...
Fui recebido por enfermeiras incrivelmente loiras e semi-nuas. Muito bem recebido, por sinal. Minhas “personais” se apresentaram pelo nome e fizeram questão de me servir chazinhos, bolachinhas e gelatina hospitalar com chantily.
Devo admitir que o tempo passou muito rápido. Estávamos nos divertindo muito, minhas duas “personais” enfermeiras jogavam Nintendo Wii comigo, a disputa estava acirrada. Num dado momento, para minha fortuna, acabou a energia eslovena. Digo fortuna, pois, sem nosso sagrado videogame funcionando, tive de pensar em passatempos alternativos.
Tudo que eu tinha era um leito hospitalar e duas enfermeiras simpáticas, muito simpáticas, no sentido bíblico da coisa. Sugeri que a enfermeira loira pegasse meu baralho, enquanto a enfermeira loira abria as cortinas, para que filetes de luz solar permeassem o ambiente, que – naquele momento – já não lembrava em nada um quarto de hospital, assemelhando-se muito mais com um quarto de... hotel.
A loira enfermeira facilmente encontrou o meu baralho, que estava quase saltando para fora da mochila. Determinei absolutistamente que o jogo seria poker, strip poker. Não demoramos muito mais do que duas rodadas para definirmos empate sob comum acordo. Concordamos também – unanimemente – que todos deveríamos tirar as roupas, tendo em vista as claras regras do jogo.
Nossa segunda rodada de poker (já estávamos no “poker”) foi embaraçosamente interrompida por três batidas secas – e cruéis! – na porta de madeira do meu quarto de hotel. Colocamos as roupas sem olhar, colocamos as roupas erradas. A porta se abriu, passamos vexame.
Era o doutor. O maldito doutor. Dando-me a notícia mais estraga-prazeres de minha vida: Iria receber alta. Quando meus ouvidos acolheram aquelas palavras frias analisei seriamente a possibilidade de ter um enfarto e permanecer por lá talvez mais um mês ou dois.
Minhas enfermeiras ficaram cabisbaixas. Prometi trazê-las para conhecer este meu país tropical. Mas ainda me sentia incompleto, não poderia partir daquela terra dos sonhos sem trazer comigo um pedaço de lá (ou, por que não, deixar lá um pedaço meu...).
Foi aí que tive uma banana, digo, uma epifania. Foi a idéia mais brilhante que tive a bombordo: pedi uma polka, uma polka eslovena!
Minhas queridas loiras capricharam na coreografia e me deixaram com aquele gostinho de quero mais. Combinamos passagens, hotel, café-da-manhã. Minhas amadas estão para vir pra cá em fevereiro...
Quanto a mim, num certo momento despertei para minha rotina, segui minha vida, meus planos. Ano que vem, visito a Eslováquia...
Poderia intitulá-lo “minhas férias”, tendo em vista que viajei a negócios. No entanto, preferi narrar uma parte mais “alternativa” de minha visita ao país dos sonhos. Estou me referindo, aqui, ao pequeno “desvio”, ocasionado por um imprevisto obscuro e nefasto, que me levou a conhecer um outro lado do país esloveno.
Ocorreu que, no terceiro dia – aquele que precede o quarto – nas dependências do hotel que hospitaleiramente me hospedou, acolheu e abrigou, fui surpreendido por uma enfermidade, que me acometeu.
Como todo terráqueo adoecido, acabei indo parar num hospital. Pelos deuses... As instalações clínicas da Eslovênia, como são encorpadas, saudáveis, simpáticas... looooiras...
Fui recebido por enfermeiras incrivelmente loiras e semi-nuas. Muito bem recebido, por sinal. Minhas “personais” se apresentaram pelo nome e fizeram questão de me servir chazinhos, bolachinhas e gelatina hospitalar com chantily.
Devo admitir que o tempo passou muito rápido. Estávamos nos divertindo muito, minhas duas “personais” enfermeiras jogavam Nintendo Wii comigo, a disputa estava acirrada. Num dado momento, para minha fortuna, acabou a energia eslovena. Digo fortuna, pois, sem nosso sagrado videogame funcionando, tive de pensar em passatempos alternativos.
Tudo que eu tinha era um leito hospitalar e duas enfermeiras simpáticas, muito simpáticas, no sentido bíblico da coisa. Sugeri que a enfermeira loira pegasse meu baralho, enquanto a enfermeira loira abria as cortinas, para que filetes de luz solar permeassem o ambiente, que – naquele momento – já não lembrava em nada um quarto de hospital, assemelhando-se muito mais com um quarto de... hotel.
A loira enfermeira facilmente encontrou o meu baralho, que estava quase saltando para fora da mochila. Determinei absolutistamente que o jogo seria poker, strip poker. Não demoramos muito mais do que duas rodadas para definirmos empate sob comum acordo. Concordamos também – unanimemente – que todos deveríamos tirar as roupas, tendo em vista as claras regras do jogo.
Nossa segunda rodada de poker (já estávamos no “poker”) foi embaraçosamente interrompida por três batidas secas – e cruéis! – na porta de madeira do meu quarto de hotel. Colocamos as roupas sem olhar, colocamos as roupas erradas. A porta se abriu, passamos vexame.
Era o doutor. O maldito doutor. Dando-me a notícia mais estraga-prazeres de minha vida: Iria receber alta. Quando meus ouvidos acolheram aquelas palavras frias analisei seriamente a possibilidade de ter um enfarto e permanecer por lá talvez mais um mês ou dois.
Minhas enfermeiras ficaram cabisbaixas. Prometi trazê-las para conhecer este meu país tropical. Mas ainda me sentia incompleto, não poderia partir daquela terra dos sonhos sem trazer comigo um pedaço de lá (ou, por que não, deixar lá um pedaço meu...).
Foi aí que tive uma banana, digo, uma epifania. Foi a idéia mais brilhante que tive a bombordo: pedi uma polka, uma polka eslovena!
Minhas queridas loiras capricharam na coreografia e me deixaram com aquele gostinho de quero mais. Combinamos passagens, hotel, café-da-manhã. Minhas amadas estão para vir pra cá em fevereiro...
Quanto a mim, num certo momento despertei para minha rotina, segui minha vida, meus planos. Ano que vem, visito a Eslováquia...
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